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NORMAS DE SEGURANÇA NECESSÁRIAS PARA OPERAÇÕES DO PORTO SERÃO REVISTAS


Os procedimentos de segurança necessários para as operações dos terminais do Porto de Santos serão revistos pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade Portuária) e pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). A decisão foi tomada na última segunda-feira, um dia após o incêndio que destruiu o Armazém X (10 externo) da Rumo Logística no cais santista.

A forma como o trabalho da Autoridade Portuária e da agência reguladora será feito ainda não foi definida. Também não há prazo para que ele aconteça, mas é certo que as instalações deverão se adequar a novos procedimentos de segurança.

A Docas informou, através de sua assessoria de imprensa, que é importante traçar uma linha de ação para tornar mais rigorosos os processos de segurança. A ideia é evitar novos acidentes como o do último domingo e o que destruiu as instalações do Terminal Açucareiro da Copersucar (TAC), em outubro do ano passado.

Dificuldade

Normalmente, em casos de incêndio em terminais açucareiros, uma das causas apontadas para as chamas é o acúmulo de melado (açúcar) nos roletes das esteiras de transporte, o que faz com que os motores do equipamento fiquem sobrecarregados, causando um curto-circuito.

Outra possibilidade apontada por portuários tem relação com a presença de ratos nos armazéns. Trabalhadores afirmam que os fios elétricos acabam cobertos de açúcar. Os animais roem os cabos até atingir o metal condutor da eletricidade e produzir faíscas. As pequenas chamas podem atingir o açúcar que corre pelas esteiras, fazendo com que o fogo se alastre rapidamente.

No caso desses armazéns, ainda há o problema da carga, considerada de alto risco. O açúcar é um produto de alta combustão, como a lona e a borracha - usadas nos equipamentos de transporte da commodity.




Fonte: A Tribuna