O Egito passou a ser um dos principais fornecedores internacionais de alho do Brasil desde que o mercado nacional foi aberto para o produto, em junho de 2019. Neste ano, apenas nos oito primeiros meses a exportação chegou a US$ 5 milhões, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) brasileira.
O Egito se tornou o quinto maior provedor internacional de alho do Brasil, atrás de tradicionais fornecedores, como Argentina, China, Espanha e Chile. O diretor geral de Acordos Comerciais do Setor de Acordos e Comércio Exterior do Ministério do Comércio e Indústria do Egito, Michael Gamal Kaddes, contou que o seu país está entre os maiores produtores de alho do mundo, com 280 mil toneladas colhidas por ano. Há esperança de que as exportações de alho egípcio ao Brasil dobrem na próxima temporada.
A safra de alho no Egito vai de setembro a julho e no último período as exportações do país árabe atingiram 40 mil toneladas, o que gerou mais de US$ 42 milhões. O alho é uma das plantas mais antigas do Egito e foi encontrado esculpido no templo dos faraós.
O Brasil importou 165,4 mil toneladas de alho ano passado, no valor de US$ 225 milhões. Houve aumento sobre o ano anterior, quando o mercado brasileiro trouxe do exterior 164,8 mil toneladas de alho, no valor de US$ 172 milhões.